Visivelmente abaladas, as meninas da Seleção Brasileira desembarcaram nesta terça-feira, 12 de julho, no Rio de Janeiro após serem eliminadas pelos EUA (1 a 1 no tempo normal, 2 a 2 na prorrogação e 5 a 3 nos pênaltis) da Copa do Mundo de futebol feminino. E quem pensava que a derrota seria motivo de cabeça baixa ou de silêncio, estava muito enganado. Pelo contrário. A maioria das jogadoras falou sobre a situação atual da equipe e a atacante Cristiane aproveitou para apoiar a zagueira Daiane, que marcou o gol contra na partida.
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Segundo a camisa 11 da Seleção, a jogadora foi das melhores em campo e não pode ser culpada por um fato isolado. Além disso, na visão dela, se fosse para escolher alguém para levar a culpa, que o grupo todo fosse penalizado.
“A Daiane jogou bem a Copa do Mundo inteira, mas ninguém vai falar disso. Se for para culpar alguém, que culpem o ataque. Que culpem a mim, que perdi a bola. Que culpem o meio campo, que não fez uma falta para parar as americanas. Que culpem o grupo todo”, afirmou.
Bagé, como também é chamada a zagueira Daiane, também falou com a imprensa. De acordo com ela, que contou estar “muito triste pelo sonho ter ficado para trás” disse que para ela era mais complicado superar a dor da eliminação, já que sabia que tinha errado em campo. No entanto, com espírito de grupo, a defensora fez questão de destacar que o problema é muito maior do que as pessoas pensam.
“A questão não é perder para os EUA, mas sim perder a oportunidade de ganhar um título que poderia ter mudado a história do futebol feminino no Brasil”, explicou.
A Seleção deve se reapresentar em setembro, na Granja Comary, em Teresópolis, para a preparação para o Panamericando de Guadalajara, em Outubro.