
CEPE/Duque de Caxias é o atual campeão da Copa do Brasil
Através da Promotoria Coletiva Especializada de Defesa do Consumidor da Capital, o Ministério Público de Alagoas iniciou uma ação civil pública contra a CBF, onde pede que a Copa do Brasil de Futebol Feminino seja adiada. De acordo com os promotores Max Martins e Denise Guimarães, autores da ação, a entidade desrespeitou o Estatuto do Torcedor ao marcar o início da competição para o dia 18 de agosto, ignorando o artigo 9º, que diz que os responsáveis pelos torneios – nesse caso a própria CBF – devem ter pelo menos 60 dias para se organizar o evento.
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“No caso da Copa do Brasil de Futebol Feminino, a CBF fez a divulgação dos referidos documentos técnicos (regulamento e tabela da competição, entre outros) no dia 27 de julho, quando o prazo legal seria 18 junho”, argumentam os promotores.
Neste caso, de acordo com eles, faltariam 37 dias para que o prazo fosse cumprido. Martisn e Guimarães usam ainda o União Desportiva Alagoana, representante de Alagoas na Copa. “Sem esse prazo de 60 dias, o time ficou sem tempo para captar patrocínios e para preparação física, técnica e tática adequadas das atletas, bem como para divulgação do certame de forma satisfatória”, diz o comunicado dos promotores.
Para o ténico do CEPE/Duque de Caxias Edson Galdino, atual campeão da competição nacional, a Copa do Brasil não deve ser adiada pelo simples fato de a organização ser responsabilidade da Federação de cada Estado. Assim, ele aponta a Federação de Alagoas como culpada e não a CBF.
“Todo mundo já sabia que seria em agosto. As Federações deveriam ter se organizado, já que já tinham seus representantes. Nesse caso acho que o problema não é da CBF”, disse, aproveitando para falar sobre a confusão que o adiamento pode causar no calendário do futebol feminino. “Meu time é o representante do Brasil na Libertadores e já estão querendo passar a competição para dezembro. Imagina se adiam a Copa do Brasil? Isso prejudica quem se preparou, fez pré-temporada e se organizou para disputar a competição”, encerrou.
A ação foi distribuída para a 13ª Vara Cível de Maceió, mas até agora a Justiça não se manifestou.