Após o anúncio do fim do futebol feminino do Santos, os amantes da modalidade resolveram se unir para que o clube desista da ideia e que a categoria teha melhores condições daqui em diante. Para isso, uma página no Facebook foi criada, com o título de “Quero futebol feminino no meu time do coração”.
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Para a zagueira Alline Callandrini, que era uma das Sereias da Vila, a esperança é a última que morre. A jogadora contou ao Futebol para Meninas que ainda acredita que o caso do time do Santos pode ter uma reviravolta.
“Eu ainda estou com uma pontinha de esperança. Algo pode surgir até dia 15 deste mês. No plantel do Santos tem muitas meninas cheias de sonhos. Fora os sonhos, temos
conta pra pagar. Fico muito triste com tudo isso que está acontecendo. A modalidade acaba regredindo com o fim de um time que virou referência no país”, lamentou.

No entanto, apesar de estar triste com a situação, Calan, como é mais conhecida, crê que a notícia teve um lado positivo. Afinal, foi depois dela que muitas pessoas começaram a aderir ao movimento e assim dar mais atenção à modalidade.
“Estou muito confiante. Esse movimento não é só para ajudar as 40 meninas que jogavam no Santos e sim a modalidade como um todo. A briga é para sermos profissionais, para que todos os times tenham futebol feminino, estrutura para trabalhar e um calendário”, contou. ”Estou torcendo para o Santos voltar, caso não aconteça, saio muito feliz pelos meus cinco anos no clube. Mas mais feliz ainda com a repercurssão que isso está dando. É a hora de darmos a volta por cima em prol da modalidade”, completou.
A volante Isa também engrossa o coro. “Vejo nas mídias sociais muitas pessoas demonstrando carinho pelas atletas e pela modalidade. Isso fica como um apelo para que empresas, patrocinadores, investidores e mídia se interessem pelo futebol feminino. Não podemos retroceder e nem desistir. A luta continua!”, encerrou.

Na página, ainda é possível encontrar a petição que tem sido a arma deste movimento – para assiná-la você precisa ainda validar sua participação através de um email que é recebido após preencher seus dados – e fotos dos participantes do movimento com o punho cerrado.