Os fanfarrões do futebol que fizeram a alegria da torcida
Houve um tempo, não ha muito tempo atrás, em que o sarro era uma das coisas mais legais no futebol. Rolavam várias apostas antes dos jogos, os atacantes dedicavam seus gols, a comemoração era divertida e a provocação era algo tolerável e até incentivado entre os jogadores, afinal, o futebol era um espetáculo. Hoje amiga, a comemoração deve ser comedida, boleiro que fala demais antes de algum jogo é rotulado de arrogante e falador, apostas não são bem vindas e nós, torcedoras sofremos de um mal chamado “ausência de alegria no futebol”. Para curtirmos um momento “revival”, o FPM buscou alguns jogadores que levavam a alegria para os campos, que adoravam uma provocação, que comemoravam sem medo de punição e que hoje infelizmente não existem mais.

Dadá fazia seu marketing como ninguém nunca soube fazer
Vamos ao mais velho e lendário dos atacantes. Dadá Maravilha, começou no futebol profissional em 1968 no Atlético/MG, é o terceiro maior goleador do Brasil, perdendo apenas para Romário (2° lugar) e Pelé. Costumava dar nome aos gols que fazia ou que ia fazer, como o “gol ressaca”, nome dado ao gol que fez num amistoso do Sport contra o Treze/PB por ser o jogo realizado numa sexta-feira logo após o carnaval, ou então o “gol jornalista” que foi em homenagem a um fotógrafo agredido no amistoso entre Sport e Bahia. Foi o inventor das coreografias nas comemorações dos gols. É dono de frases célebres do mundo futebolísticos que nós transcrevemos para amiga se deleitar:
“Não me venha com a problemática que eu tenho a solucionática”
“Com Dadá em campo, não tem placar em branco”
“Quando eu saltava, o zagueiro conseguia ver o número da minha chuteira”
“Pelé, Garrincha e Dadá, tinham que ser curriculum escolar”
“Nunca aprendi a jogar futebol porque perdi muito tempo fazendo gols”

O atacante era polêmico e encrenqueiro, mas era a atração nos jogos em que atuava
Serginho Chulapa, o apelido Chulapa não era por mero acaso e ele deixou sua marca no futebol brasileiro por sua irreverência, por seus gols e por ser um encrenqueiro de mão cheia. Um dos episódios mais marcantes do futebol paulista, foi a aposta que fez com o zagueiro Chicão, que também jogou pelo São Paulo, no clássico San-São (Santos x São Paulo). Se Chulapa perdesse o jogo, teria que cortar o cabelo e se Chicão perdesse, teria que raspar seu vistoso bigode. Como foi? Veja o vídeo! A verdadeira aposta que mobilizava milhares de torcedores nos estádios.
Hoje, se rolam apostas, ninguém mais tem conhecimento e vamos ao estádio apenas para torcer pelo nosso time, nunca para ver alguém cortar o cabelo ou raspar o bigode! Que inveja desse pessoal das antigas!

Quando o jogador ainda podia ironizar na comemoração de seu gol, Viola não perdoou os palmeirenses e continuou sendo uma figuraça nos gramados e fora deles.
Viola causou a ira dos palmeirenses quando resolveu comemorar um dos seus gols pelo Corinthians, imitando um porco. Os torcedores de fora, pouco ligaram, mas esta comemoração deu o que falar. O craque não se abalou e continuou “causando” nos gramados e suas frases também ficaram bem conhecidas. Na sua chegada ao Resende, tratou logo de provocar Junior Baiano, jogador do Volta Redonda. Veja só:
“Ele está fininho, mas eu também estou. Isso vai facilitar, porque vou poder entortá-lo mais facilmente”
“A única diferença entre eu e o Ronaldo (Fenômeno) é a conta bancária”
“Não sou jogador de futebol, sou um artista”
Saiba mais sobre Dadá Maravilha, Serginho Chulapa, Viola
hahahahaha, o Dadá Maravilha é sensacional! Quem se lembra dele como comentarista na Copa de 2002…me diverti muito! adorei a matéria Lú!